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  • Dra Paula Luigia

Filhos adotivos

Características psicológicas e comportamentais


A literatura até o momento em relação à adoção nacional e internacional, mostra como crianças adotivas apresentam mais dificuldades do que seus pares não adotivos em diferentes áreas, como regulação emocional, área relacional, adaptação social, bem como aprendizagem. Alguns dos transtornos mais prevalentes são: transtornos de conduta e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Uma maior incidência deste último transtorno em crianças adotadas, segundo pesquisas, parece estar ligada ao uso de álcool pela mãe biológica, o que levaria a vários problemas no desenvolvimento do feto e da criança após o nascimento, incluindo dificuldades de atenção e concentração (Streissguth et al. 2004). As informações que essas crianças trazem da mãe biológica, capazes de gerar esses e outros comportamentos, segundo as pesquisas, são corrigidas na Microfisioterapia, possibilitando uma condição emocional e fisiológica adequada para o seu desenvolvimento.


De acordo com a literatura, mesmo quando a adoção ocorre precocemente, ou seja, no primeiro ano de vida, os filhos adotivos apresentam maiores problemas psicológicos do que os filhos biológicos, maior risco de suicídio, comportamentos de risco como álcool ou abuso de substâncias (Howe 1998; Hjorn et al . 2002; Palacios et al. 2005).

Essa maior predisposição a diversas dificuldades psicológicas se deve às experiências adversas que esses menores viveram no seio da família biológica, como por exemplo, maus-tratos , abuso sexual e físico , negligência no cuidado , etc. Esses fatores determinam um forte impacto negativo na construção da personalidade da pessoa. (Chistolini 2010; Williams 2009), questões muito bem trabalhadas na Microfisioterapia.


A neurociência moderna também permitiu destacar como o impacto dessas experiências traumáticas em uma idade precoce também pode ter uma influência direta sobre o sistema nervoso central e seu funcionamento, determinando também consequências orgânicas nessas crianças (Malacrea, 2008; Gunner 2005 ).

78% das crianças adotadas, em particular se vierem de longos períodos de institucionalização, apresentam um apego desorganizado (Della Giulia et al. 2012), em alguns casos podem apresentar um transtorno de apego real que pode se expressar com sintomas de internalização, com um transtorno de apego reativo ou de forma externa, com um transtorno de engajamento social desinibido.

No transtorno de apego reativo, a criança se mostra ao adulto fortemente afastado do relacionamento, não responde ao conforto e apresenta profunda tristeza e irritabilidade.


No transtorno de envolvimento social desinibido, no entanto, a criança se envolve em um comportamento verbal ou físico excessivamente familiar, mesmo com estranhos e mostra vontade de se mudar com um adulto desconhecido com pouca ou nenhuma hesitação.

A etiologia de ambos os transtornos é a mesma, a saber: negligência e privação, falta de satisfação das necessidades emocionais e conforto, mudanças repetidas do cuidador principal, criação em contextos incomuns (APA, 2014). O organismo de cada criança retém essas informações e fragilizam órgãos os quais são responsáveis pela manifestação dos sintomas dessas crianças, além de prejudicar questões da própria evolução da pessoa, o que é encontrado e corrigido na Microfisioterapia.